Sato deu um passo em sua direção. - Nós voltamos à estaca zero, professor. O senhor não me disse nada que a minha própria equipe não pudesse ter me informado. Então vou lhe perguntar mais uma vez. Por que o senhor foi trazido até aqui hoje? O que o torna tão especial? O que é que só o senhor sabe?
- Nós já falamos sobre isso - devolveu Langdon. - Nem imagino por que esse cara acha que eu sei alguma coisa!
Langdon se sentia inclinado a perguntar como diabos Sato sabia que ele estava no Capitólio naquela noite, mas eles também já tinham falado sobre isso. Sato não vai dizer nada.
- Se eu soubesse qual é o próximo passo - falou ele -, diria à senhora. Mas não sei. Tradicionalmente, a Mão dos Mistérios é oferecida por um professor a um aluno. Então, pouco depois, a mão é seguida por uma série de instruções... explicações de como chegar a um templo, o nome do mestre encarregado do ensinamento... alguma coisa! Mas tudo o que esse cara nos deixou foram cinco tatuagens! Não chega a... - Langdon se interrompeu no meio da frase.
Sato o encarou.
- O que foi?
Os olhos de Langdon se voltaram rapidamente para a mão. Cinco tatuagens. Ele percebeu naquele instante que o que estava dizendo talvez não fosse inteiramente verdade.
- Professor? - insistiu Sato.
Langdon se aproximou lentamente do objeto medonho. Peter apontará o caminho.
- Mais cedo, passou pela minha cabeça que talvez esse cara tivesse deixado algum objeto preso entre os dedos de Peter... um mapa, uma carta ou instruções por escrito.
- Mas não deixou - disse Anderson. - Como o senhor pode ver, os três dedos não estão muito apertados.
- Tem razão - disse Langdon. - Mas acaba de me ocorrer que... - Ele então se agachou, tentando olhar por debaixo dos dedos para ver a parte escondida da palma da mão de Peter. - Talvez não esteja escrito em papel.
- Acha que está tatuado? - indagou Anderson.
Langdon aquiesceu.
- O senhor está vendo alguma coisa na palma? - perguntou Sato.
Langdon se agachou mais ainda, tentando espiar por debaixo dos dedos fechados sem muita firmeza.
- Deste ângulo não dá. Não consigo...
- Ah, pelo amor de Deus - disse Sato, movendo-se na sua direção. - Abra essa maldita coisa e pronto!
Anderson se colocou na sua frente.
- Senhora, nós precisamos realmente esperar pela perícia antes de...
- Eu quero respostas - disse Sato, empurrando-o para passar. Ela se agachou, afastando Langdon.
Ele se levantou e ficou olhando, incrédulo, enquanto a diretora tirava uma caneta do bolso, inserindo-a cuidadosamente sob os três dedos dobrados. Então, ela os puxou um a um para cima até a mão ficar totalmente aberta, com a palma visível.
Sato ergueu os olhos para Langdon, e um leve sorriso se espalhou por seu rosto.
- Acertou de novo, professor.